Meu nome é solidão... Sentimento sequer passageiro, dor que dilacera a ferida da carne. Tenho ódio dos dias amargos, dessas noites intermináveis em que olhares não se reconhecem, peles não se tocam.
No mínimo intervalo de tempo, sinto o teu adeus tão suavemente. É nesse vazio, nessa busca pelo meu próprio encontro, que a saudade aperta e o destino não renasce.
A angústia de não poder tocar tua face tristonha e de realizar teus desejos mais absurdos me impossibilita de caminhar, de seguir uma trajetória ao menos tolerável.
No vazio do meu corpo cansado, os pensamentos perturbam... Ignoram a vontade de viver. ..Talvez me recupere ou talvez não volte nunca mais.
O sorriso é um disfarce. A máscara cai do meu rosto ao mesmo tempo que meu coração pulsa. A razão se perde no infinito de tantas emoções.
Dentre todas as paixões, o brilho do teu olhar tocou a minha ânsia pelos lábios compartilhados, choros imprevisíveis, risos incontidos.
Dentre todos os cheiros, nada como o seu suor perfumando os nossos corpos macios, encaixados.
Dentre todas as manias, são inesquecíveis a sua toalhada largada na cama e os lençóis bagunçados após as noites em que eu era tua, somente tua. Aprendi com teus modos e gestos... Só não me acostumo com a falta dos teus costumes, do teu jeitinho manso e feroz.
Dentre todos os defeitos, tua idéia perfeccionista e autoritária me dominava. O macho viril nunca deve deixar a fêmea solitária.
Dentre todos os amores que tive, tu foste o silêncio de minhas palavras, o meu consolo nas horas incertas, a língua mais pronunciada. Tu me deixaste sem ao menos perceber que fora o alguém que realmente amei e amarei eternamente.
Meu nome era amor. Hoje, é solidão. Quando ela irá cicatrizar, não sei. Nada mais importa que não seja a tua mão para me trazer de volta à minha vida, à nossa vida.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
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